terça-feira, 25 de agosto de 2020

O Breve - OI! -de Luisa

As lágrimas ainda não secaram.

Quem sabe se algum dia secará?

Dos teus dos olhos amêndoas, eu os guardo  dentro dos meus, a expressão apertada de quando o sorriso dominava seu rosto...sempre sorrindo. Sempre brincando...sempre vivendo.

Sempre soube que comer e uma das alegrias que temos na vida!  Luísa  tinha pressa de comer tudo, de experimentar tudo, se lambuzava de brigadeiro com biscoito maisena e comia brócolis com batata frita não tinha cara feia ou a famosa frase” – Eu não gosto disso!.”

E ainda me dizia:- “só mais um pedacinho,né?!”

Agora eu entendo a sua pressa em experimentar tudo!

Sua necessidade ininterrupta de estar todas as horas do dia com sua mãe,havia muito para transmitir e o relógio não parava, ele continuava marcando as horas, o tempo, o espaço e a vida!

E ainda tinha que dividir este tempo com um tanto de gente!

E então, o tempo acabou e perdemos o controle daquilo que jamais foi controlado por nós.

VIDA.

Estamos atrelados por laços que o relógio do tempo não pode desfazer.

Eu sei hoje, que o  “papai do céu” tem de ajudante o melhor coração dentre todos nós.

Hoje, ontem,o ano que passou,não, foi um ano qualquer ,não foi e nunca mais será...  

E o que temos para hoje é só saudade......













domingo, 24 de maio de 2020

Os dias da quarentena:


No inicio da manha do mês 5 da era da quarentena do ano 2020, eu me sentei à frente do meu note para trabalhar, na varanda com luz do dia e pássaros à  festejar nosso recolhimento.

O céu estava genialmente azul, a luz do sol estava amarelo alegria, o mundo estava um pouco quieto, um pouco calado e com a respiração presa sem saber ao certo quando voltaríamos a respirar, sem o medo de nunca mais faze-lo.

Naquele dia, a tarde foi caindo devagar sobre nós e eu percebi que eu já não contava as horas no vidro translucido do celular ou do relógio eu simplesmente olhava o céu e sabia que – são “3 horas da tarde “e quando a varanda começava a sombrear muito lentamente eu já sabia que as “5 horas da tarde” caminhava mansamente ao meu encontro é era como uma gata em busca de abrigo me lambia as pernas e me dizia : hora de encerra
r.
Nestes meses em casa os dias não se arrastaram, eles, os dias, disparavam em direção ao fim, e o fim para cada um seria diferente. De novo inertes estávamos nos aqui parados olhando a ação da natureza, do tempo e de Deus.

Todos os dias são diferentes, mesmo com a rotina do trabalho, tenho horas de contento e pequenos delírios, horinhas de encantamento isso tudo mesmo com a pandemia nos assolando e o pandemônio instalado pelos homens.

Tenho dias, de sóis quentinhos, sentada na calçada, oras com Abel e sua preguiça pegajosa e oras com Axel com sua independência canina fingindo não me  ver ali, bem ali do seu lado quase deitada... pensando em nada só sentindo levemente o mundo respirar.

Eu tenho visto os olhos de meus filhos, a testa enrugada do meu marido e tenho ouvido as historias do mundo, as lágrimas incontáveis de tantas pessoas, a força inabalável de outras que saem para lutar todos os dias. 

Tenho ouvido o silencio do poder (Shiiii) !Enquanto a roda gira e nos esmaga, estamos sem Ar....

Estamos indo embora, somos muitos partindo da vida de uma única vez, estamos partindo sem dizer – Adeus, eu te amo ou eu te amei tanto. 

 As dores de tantos corações juntos, apertados e rasgados ao meio sem despedidas... As dores de um mundo inteiro dentro dos meus olhos, apertando meu  pequeno coração. 

Eu,...Não conto mais os dias, isso hoje, não parece fazer sentido...estamos só aqui...todos nós...esperando poder respirar e acordar no dia seguinte.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Ainda Perdida...


Eu me perdi há tanto tempo atrás que não sei saberia encontrar meu caminho de volta.

Me perdi dentro de mim, do meu eu , do meu ser

Não, eu não me perdi em qualquer lugar, me perdi dentro de mim, das minhas dores, saudades e lágrimas.

Me perdi dentro dos pensamentos , das duvidas e de minhas incertezas.

Ainda não sou eu, quem escreve é um só espectro do que eu achei que seria um dia.

Não tenho olhos, não tenho olfato e não vejo , estou cega.

Corro, corro e corro todos os dias para além de mim.

Para além das minhas barreiras e das minhas certezas?!

Não sigo mais a frente... O futuro e um novo amigo que ainda não conheci e não sei se quero conhece-lo.
O presente me desbota e o passado esta lá atrás, eu não me viro mais para encara-lo.

Mesmo que hoje eu ache, pense e talvez tenha alguma certeza, eu não estou pronta para dar o próximo passo.

Eu sigo o caminho do sol, das nuvens, chuvas e tempestades e das borboletas leves almas, doces que bailam aos nos olhos mais poucos a veem.

Não existe nada nesse mundo que não seja belo, cada um a sua maneira, cada um do seu jeito, com sua cor, estranhezas e sabores...e as dores.

Correr agora parece inoportuno e não me parece sábio.

Eu olho de cima do muro a rua vazia, ouço o cachorro latindo, um gatinho no telhado, beija- flores na minha arvore são muitos, nunca vi tantos! O sol ilumina, o vento seca meu rosto, mas o grito continua lá sufocado, triste e sem consolo...

Eu me perdi faz tempo, olhando a mim refletida neste baile da vida nos sons do mundo , no balé das aves, no canto da sereias no cheiro da vida...eu ainda não sei quem sou, e não sei onde e o meu lugar.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Boa Viagem


Viajar...é sonhar com os pés do chão
             e transformar as rotas e caminhos sem colisão
             e transportar e mudar o mundo e os seus medos
             é modificar o que parece ser imutável
             é química viva de sonhos que se tornam reais.

             Não existe o não! Não existe a decepção!Nem o nunca e nem o jamais!
             Liberdade! Socos no ar!
             Tudo e eterno e perfeito...e sonho realizado.
             Viajar é sonho vivido de olhos abertos,bem abertos!

             E canção de clipe,com o vento batendo nos cabelos,sol brilhando e aquele amor para sempre.

Viajar ..São sonhos que flutuam, que trafegam em nossas mentes,são sonhos únicos e singulares!
             São viagens ao fundo do tempo, dos pensamentos ao fundo de nós.
         
 Partir...tem cheiro de coisa nova, de gente com brilho diferente no ar e a chegada de novos tempos, perspectivas de um novo começo ou recomeço e a hora do IR.

 IR ...de peito aberto,sorriso largo a possibilidade de uma nova rota,uma nova viagem um novo sonho e navegar em águas nem sempre tranquilas e a doce duvida que nos impulsiona ao desconhecido a vontade de experimentar e também ter nas narinas o cheiro do novo,o coração agitado a respiração ofegante o horizonte se apresenta...um novo dia ..Recomeço! 

Recomeço....esta logo 
ali.Nos olhamos nos olhos.Eu sigo ao seu encontro.

                                                               Nova viagem.


domingo, 15 de novembro de 2015

As idas, as voltas, o cansaço e o revés.



Depois de algum tempo cansamos de conversas que em nada nos acrescentam.
E vou deixando para trás pessoas que insistem em julgamentos sem ao menos conhecer um pouco de sua vida, um pouco de sua alma...
De valores que não se fundamentam em nada que seguem a moda do momento.
De perder tempo com tanta coisa ...fazendo tantas outras...e de perde de vista o futuro...
De ver que a maioria das pessoas gosta de ver que você se ferrou.

E às vezes você se afasta, porque esta cansada de tudo isso e cansada  também de sua própria imagem e que a falta de presença não e falta de amor ou qualquer outra coisa e só você querendo sofrer, viver, reviver, se amar sozinha, se reencontrar!
E eu sei que isso implica em perder alguns e nunca conhecer outros, mas o destino, Deus ou o tempo sempre foram os fios condutores da minha vida, então que assim seja e fique quem  esta predestinado a ficar.
Tem horas que canso da pessoa que sou e tem dias que nem ao menos sei quem sou!
Eu me perco em mim e me perco nos outros!
Mas, tudo isso no fim e uma grande bobagem porque o que importa são os momentos vividos naquela hora, naqueles 5 minutos naqueles  17:35 da saída! Por mais que tenhamos o desejo de guardar aquelas pessoas tão legais, tão excepcionais e especiais dentro de um “potinho” que você chama de seu e preciso deixa-las ir.
 E preciso Ir.
Quantas e quantas vezes nós nos perdemos no meio do caminho da vida?
E outras tantas vezes somos achados, achamos e nos reencontramos, somos resgatados.
E ai vem à vida e o cansaço some e retornamos a estrada a passos nem sempre largos e rápidos, mas “sempre em frente....porque não temos tempo a perder”.